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Assistentes Sociais em defesa da vida


Assistentes Sociais em defesa da vida

Os assistentes sociais lançaram, no dia 15 de maio, data em que se comemora a profissão no Brasil, a campanha “Trabalhadoras do Brasil: somos e lutamos com elas”. Nela, a categoria ressalta as condições de vida das mulheres na pandemia, reunindo informações sobre aspectos sociais, econômicos, de saúde, e até dados sobre violência doméstica sofrida por algumas dessas mulheres, no convívio com seus agressores.

A  pesquisa nacional (2022) do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) informa que somos mais de 200 mil assistentes sociais, dos quais 92% são mulheres (cisgêneros, transexuais e travestis), 49% negras e 47% brancas. O Serviço Social brasileiro, profissão inserida nas relações sociais, tem cinquenta – de seus oitenta seis anos – marcados pelo processo de ruptura com o conservadorismo.  A cultura profissional crítica caminha com o projeto ético-político, com assistentes sociais que atendem diretamente a população, interpretam e atuam junto às expressões da questão social e suas imbricadas relações de classe, raça e gênero. 

As profissionais articulam-se com movimentos sociais e lutas gerais da classe trabalhadora, contribuem na viabilização de direitos humanos e no trabalho social em rede, adensam estratégias de intervenção a partir de ações e projetos peculiares aos espaços de intervenção profissional. Reflexão essa que é respaldada nos fundamentos teóricos, éticos e técnicos que direcionam as escolhas desafiadas a compreender e intervir na essência, a partir da aparência das demandas profissionais.

É fundamental o conhecimento sobre traços da formação social brasileira, país de herança oligárquica e conservadora, marcado pela segregação territorial, com cidades (re)partidas por desigualdades, desemprego e pobreza.

Como mulheres e assistentes sociais, reforçamos a defesa da autonomia dos sujeitos de direitos e a construção de uma sociedade radicalmente justa e democrática. Almejamos uma sociedade sem preconceitos de origem, raça, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação, um dos princípios inscrito no Código de Ética.

Artigo escrito por Evania Severiano, assistente social, conselheira do Cress/Ce e docente do curso de Serviço Social da Unifametro.

E-mail: evania.severiano@professor.unifametro.edu.br