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RH 4.0: tecnológico e mais humano


RH 4.0: tecnológico e mais humano

Diante de tantas mudanças no mundo corporativo nos últimos dois anos, vem o questionamento de como deve ser a atuação da área de RH. Um aspecto já é certo: a posição estratégica, onde o RH atua alinhado ao core business. Além de ficar atento às tendências ou correr atrás das novidades apenas como modismo, o profissional de RH deve conhecer profundamente a realidade da empresa e, a partir disso, desenvolver estratégias visando a melhoria da performance das equipes, o fortalecimento das lideranças com foco em inspiração, propósito e engajamento dos colaboradores.

Para atuar de forma estratégica, o RH precisa se livrar de uma vez por todas de atividades burocráticas e operacionais – o uso da análise de dados, o people analytics, surge como forte aliado neste processo. A análise desses dados favorece insights para a construção de planos de ação mais personalizados e possibilita compreender o comportamento, entender a experiência dos colaboradores e acompanhar a jornada deles mais de perto. A personalização, outra forte tendência que caracteriza o RH 4.0, encontra no uso da Inteligência Artificial (IA) a solução para identificar as necessidades, desejos e competências individuais dos colaboradores.

De acordo com a pesquisa The Cultural Benefits of Artificial Intelligence in the Enterprise, desenvolvida pelo Boston Consulting Group (BCG) e o MIT Sloan Management Review (MIT SMR) em novembro de 2021, 71% das companhias relataram que, com a inteligência artificial, foram registradas melhorias nas tomadas de decisões dos times; 63% afirmaram que o trabalho se tornou mais eficiente; 71% perceberam progressos na aprendizagem coletiva e 61% salientaram que houve aumento na confiança da equipe. As informações do relatório comprovam a importância do uso da inteligência artificial e o quanto os processos de RH só têm a ganhar.

Especialistas apontam para uma atuação de RH mais humanizada. Parece meio contraditório: um RH estratégico, tecnológico adotando inteligência artificial e mais humanizado? Não existe nenhuma contradição, mas sim uma complementação entre a tecnologia e ações voltadas em prol de uma maior aproximação entre o RH e os colaboradores – onde o incentivo ao bem-estar, qualidade de vida, programas de inclusão e diversidade devem ser cada vez mais implementados, ressaltando o lado humano das organizações tendo a tecnologia como grande aliada.

Artigo publicado no jornal O Estado no dia 17 de maio de 2022. Escrito por Regina Raquel Filgueiras da Silva, coordenadora do MBA Gestão Estratégica de Pessoas e docente dos cursos de Administração e Tecnólogo em Gestão da Unifametro.

E-mail: regina.silva@professor.unifametro.edu.br