fbpx

Você sabe a importância da ética no ambiente acadêmico?


Você sabe a importância da ética no ambiente acadêmico?

De origem grega, Ética é uma daquelas palavras que sempre estará presente em nossas vidas. No cotidiano, no ambiente de trabalho ou mesmo na faculdade as concepções éticas contribuem para a convivência e bem estar social, urbanidade e boa conduta.

 

Ou seja, a ética está intrinsecamente ligada ao caráter humano. A forma como agimos diante de um fato ou acontecimento mostrará se estamos certos ou errados; se somos honestos ou não. E como tudo isso se encaixa no meio acadêmico? De fato, o universo acadêmico exige determinados modos de proceder frente ao uso de informações. Devemos pensar que cada linha que traçamos, em pesquisas, artigos científicos e trabalhos acadêmicos em geral, carrega o peso de um conhecimento construído que estamos deixando para gerações futuras. Além da conduta – boa ou ruim – que estará ligada ao seu perfil profissional. Afinal, a academia é a porta para a vida e carreira profissional. A ética acadêmica mostra-se presente quando respeita-se pesquisas de colegas; quando se é realista – e
honesto – com informações e resultados obtidos; no trabalho coletivo feito de forma igualitária, etc.

 

Indo contra a corrente do “jeito ético de ser” podemos listar algumas ações que, embora equivocadas, são encontradas facilmente no ambiente acadêmico. A listagem a seguir foi retirada do artigo Desonestidade acadêmica: reflexos na formação ética dos profissionais de saúde, da revista Revista Bioética.

 

“Cola” em atitude ativa: é o uso ou tentativa de uso não autorizado de materiais acadêmicos ou a ajuda de terceiros por ocasião de realização de exercícios avaliativos. Em geral, ocorre com a leitura das respostas da avaliação de outro colega, a utilização de material escrito, a obtenção de respostas previamente ao exame, o uso não autorizado de equipamentos com mensagens eletrônicas, como relógios, escutas e telefones celulares, entre outros.

 

“Cola” em atitude passiva: é a facilitação da “cola” ativa por colegas, o agir com cumplicidade ou de alguma forma facilitar a desonestidade de terceiros. Isso pode incluir a sessão de trabalho escrito para que seja copiado, a permissão para que um colega tenha acesso a respostas em teste escrito, etc.

 

Plágio: uso de ideias, figuras ou textos de outro autor, sem a atribuição dos devidos créditos, fazendo parecer ser o plagiário o autor da ideia ou texto original. O plágio não se resume à cópia fiel, palavra por palavra, mas também inclui textos reproduzidos com mudanças superficiais, suficientes apenas para descaracterizar o original.

 

Adulteração ou invenção de dados: exemplos incluem a falsificação de dados de experimento ou relatório de aula prática, ou mesmo manipulação de magnitude ou expurgo não justificado de informações, para forçar resultados.

 

Múltiplas submissões: é o uso de um mesmo trabalho já submetido anteriormente pelo acadêmico, em tarefa anterior, com mudanças superficiais, sem a autorização do professor ou da instituição proponente.

 

Forjar participação em grupo: refere-se ao indivíduo que tira proveito em incluir o próprio nome nos trabalhos em grupo, sem efetiva participação e contribuição. Erram também os que permitem a inclusão de alunos não contribuintes, sob pretexto de “coleguismo”. Essa atitude configura, na verdade, cumplicidade e reforço positivo a comportamento negativo, ferindo, portanto, o preceito ético do mérito.

 

Engano e adulteração: refere-se a alterações de má-fé em determinado trabalho acadêmico, o que pode incluir a falsificação de assinaturas, a imitação de grafias para simular terceiros, a falsificação de cartas de recomendação ou de credenciais em geral.

 

Uso egoísta de material acadêmico coletivo: refere-se a fazer uso de material acadêmico coletivo como se fosse propriedade particular, ou mesmo danificá-lo como se fosse próprio. Uma prática comum, entre maus usuários de bibliotecas, por exemplo, envolve a ocultação de livros escassos em locais de difícil acesso, onde não são encontrados por usuários regulares. Isso permite ao aluno desonesto o acesso exclusivo àquele livro sempre que desejar, ainda que isso represente prejuízo ao interesse coletivo.

 

Mentira e manipulação: refere-se ao uso de informação inverídica, em geral com certo apelo emocional, para coagir o professor a alterar datas de exames ou conceder algum benefício indevido. São exemplos o uso de atestados médicos falsos, invenção de problemas familiares inexistentes, etc.

 

Dissimulação: refere-se aos casos em que o aluno, ao perceber um equívoco do professor que lhe seja favorável, como a soma ou lançamento de nota maior ou atribuição de qualquer vantagem indevida, simula não perceber o equívoco para se beneficiar.

 

Desonestidade por acessos computacionais não autorizados: refere-se ao uso não autorizado de contas de e-mail e sistemas restritos, para obtenção de vantagens ou informações de terceiros.